AHOSP debate impactos da Resolução CFM 2.448 e o futuro da saúde suplementar

Encontro reuniu especialistas em São Paulo para discutir o fim da auditoria remota e as perspectivas de sustentabilidade do setor para 2026

A Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP) promoveu, no último dia 17 de dezembro, o encontro “Café com AHOSP – Saúde Suplementar”. Realizado no auditório do IEP Dona Cica, o evento reuniu gestores, operadoras e profissionais do setor para debater as recentes atualizações normativas e os desafios estratégicos das instituições de saúde. A abertura foi conduzida pelos presidentes das entidades organizadoras e contou com a participação de lideranças de operadoras e órgãos de classe.

O tema central do primeiro painel foi a Resolução CFM 2.448/2025, que estabelece novas diretrizes para a prática da auditoria médica. Entre os pontos de maior impacto discutidos pelos especialistas estão a proibição da auditoria remota e a obrigatoriedade da avaliação presencial para a resolução de divergências técnicas. O debate técnico também abordou a independência do médico auditor e o veto a glosas administrativas em atos médicos que já haviam sido previamente autorizados pelas operadoras.

Na segunda parte do evento, o foco voltou-se para o cenário da saúde suplementar em 2026 e as perspectivas de sustentabilidade para o setor. Foram apresentadas análises sobre a evolução do número de beneficiários e o crescimento das operadoras no mercado brasileiro. Especialistas destacaram a importância de modelos de verticalização e a adoção de processos de Inteligência e Otimização de Recursos (IOR) como ferramentas essenciais para manter o equilíbrio financeiro das instituições.

O uso da tecnologia como aliada da eficiência operacional também foi um dos pilares das apresentações. Executivos do setor compartilharam experiências sobre investimentos em inovação voltados à sustentabilidade assistencial, buscando garantir que o aprimoramento da gestão resulte em um sistema mais robusto. A troca de experiências focou no equilíbrio entre a segurança do paciente e a viabilidade econômica das operadoras diante dos novos desafios regulatórios.

O encerramento do encontro reforçou a necessidade de uma visão integrada entre as instituições de saúde do Estado de São Paulo. De acordo com as lideranças presentes, o diálogo entre os diferentes atores do setor é fundamental para que as mudanças impostas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sejam implementadas de forma a garantir a excelência no atendimento, promovendo a cooperação e a sustentabilidade a longo prazo.

Leia na íntegra: https://itaqueraemnoticias.com.br/noticia/163135/ahosp-debate-impactos-da-resolucao-cfm-2448-e-o-futuro-saude-suplementar

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